sábado, 13 de junho de 2009

Canyoning

Canyoning

Ribeira de Frades, Arouca, Portugal

Mais um fim-de-semana, mais uma experiência nova. Desta vez foi Canyoning.

Esta é uma actividade de ar livre, que consiste em descer cursos de água. Normalmente são nascentes de rios que estão em locais remotos e de difícil acesso. Quando deixa de ser possível caminhar pelas suas margens, entra a componente mais radical desta actividade. Caminha-se ou nada-se pelo seu leito. Quando existem obstáculos, descidas a pique e cascatas, usa-se cordas. E para os mais corajosos, podem experimentar a sensação de saltar directamente para as poças de água, sempre de uma altura de 5 metros para cima.


O ponto de encontro foi no convento de Arouca. Depois seguimos por estradas perdidas nos montes até chegar ao lugar de Rio de Frades.


Começou com o normal "breafing" do que nos esperava. Vestimos os fatos térmicos e colocamos um capacete.


A seguir veio uma desagradável surpresa. Era necessário caminhar até à partida. Foram 20 penosos minutos, sempre a subir e a cozer ao Sol, dentro dos fatos. Mas pelo menos ficamos a saber que a aquela região era muito conhecida devido as suas minas de volfrâmio, essencial para as máquinas de guerra durante da 2º Guerra Mundial.


Mal chegamos ao destino, a vontade de mergulhar no Rio era grande. Mas bastou molhar os pés para voltar a sair. A água estava gelada!!!


E assim começou o percurso. A primeira sensação que temos é o quanto dificil é caminhar em leito de rios rochosos. Um pé em falso e escorrega-se facilmente. Por isso naturalmente acabamos todos por nos arrastar na àgua, sempre com 5 apoios colados ao chão (pés, mãos e o rabo).


Primeira cascata, primeira descida em rappel. Faltavam mais duas, cada uma mais exigente que a anterior.


Houve quem não queria esperar para descer e teve a coragem de saltar os 5 metros.


Havia partes do percurso mais "trialeiras". Mais uma vez a dificuldade era arranjar pontos de apoio. Enquanto podemos pensar que desçer por cordas ou saltar para a água é arriscado, o verdadeiro perigo estava quando nos deslocavamos no rio. A qualquer momento podemos sem saber, torçer um pé ou desequilibrar-mos e bater com a cabeça numa pedra.


A última e mais complicada descida com cordas. A água caía directamente sobre as pessoas o que dava a estranha sensação de não se conseguir respirar. Também era necessário a meio deslocar da direita para a esquerda para a base de apoio no fim. Muitos ficaram "bloqueados" nesta descida. A alternativa de saltar também era o mais assustador. Não era pela altura, mas pelas rochas pontiagudas que havia na base. Era preciso um enorme salto para a frente e acreditar que o arco que se faz, termina para além dessas rochas.

E foi assim que demoramos 4 horas a concluir um percurso de 1,5km. Parece ser um tempo ridiculamente lento, mas como foi um grupo de 10 pessoas, era sempre necessário esperar por todos antes de "atacar" a descida seguinte. Os monitores da activadade fazem sozinhos em 30 minutos, mas só a fazer os saltos para a água e não descer com cordas.


No fim, outra surpresa. Apanhamos um atalho (túnel) pelo meio da montanha para chegar ao ponto de partida. A luminosidade da fotografia engana. Estava escuro como breu e só às apalpadelas avançava-se.

No fim tudo correu bem e foi um dia muito bem passado. Para isso agradeço aoClube do Paiva que organizou a actividade e ao prometor ADEFACEC por ter enviado o email a convidar.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

BTT - 2º BioMaratona Rota dos Esteiros

Uma nova actividade: 50 km em BTT. O evento era a BioMaratona BTT, organizada por uma associação desportiva de Estarreja - Os Trepa.

Foi a primeira prova que alguma vez participei e foi suficiente para ficar cliente para sempre. Foi fácil especialmente por não ter nenhum declive e por decorrer nas bonitas paisagens da ria de Aveiro.

Também foi a prova de estreia da minha bicicleta de 2 anos e meio. Ela nunca conheceu terra, lama, areia e mato, até este dia. No fim não me deixou ficar mal e portou-se bem! Basta uma lavadela para ficar como nova.

Mesmo assim deixo algumas notas já para o próximo ano:
  • Verificar a pressão dos pneus - Este era básico! Antes de começar a prova dei uma vista de olhos aos pneus da bicicleta e tinham bom aspecto (de estar cheínhos). Começou a prova e ao fim de um 1km estava a ser ultrapassado por todos. Devia estar mesmo em má forma física. Este ritmo deprimente continuou durante as horas seguintes. Estranhei foi quando chegava às raras secções de piso solto de areia. Reencontrava os adversários a pé e a arrastar a bicicleta enquanto os ultrapassava. A explicação foi logo evidente nesse momento, pressão nos pneus mais baixa. Ajuda nesse tipo de piso, mas é um martírio nos restantes 99% de trilhos da prova.
Areia
  • Mochila com ferramentas básicas - Estava a meio da prova, em percursos perdidos no meio do nada e sem ninguém por perto, quando me lembrei que bastava um furo, e tinha que arrastar a bicicleta à mão uma dezena de quilómetros. Não custa nada levar uma câmara de ar suplementar e respectiva bomba de ar. Felizmente nada aconteceu.
  • Óculos - Antes da prova choveu e o tempo continuava encoberto. Decidi deixar os óculos de Sol no carro. GRANDE ERRO! Ao fim de 5 minutos, mal saímos do alcatrão e entramos no primeiro trilho, todo o pelotão entra num lamaçal e ... deixei de ver! Os pneus das bicicletas projectaram para o ar todo o tipo de detritos (areia, gravilha, lama e bosta de vaca), que facilmente chegaram aos olhos.
Lama
  • Reabastecimento - Havia uma zona de reabastecimento ao fim de 20km. A organização providenciava água, bananas, laranjas, chocolates KitKat e copos de gelatina. E foi à base destes todos cinco ingredientes que fiz um "pequeno" piquenique, de 20 minutos, enquanto todos os participante paravam e partiam em 20 segundos. Exagerei na comida porque depois senti-me cheio.
  • Lavagem e transporte - Quando finalmente cheguei, a bicicleta devia pesar mais um quilo, tal era a quantidade de lama, encrostada no quadro. Estava em tal mau estado que havia mudanças constantemente a saltar de carretos. Felizmente a organização providenciou uma zona de lavagem das "biclas" a qual esperei em fila pela minha vez. Depois de passar rapidamente uma mangueirada à pressão, estava com melhor aspecto e guardei-a dentro do carro. No dia seguinte entrei no carro para a levar ao mecânico para afinar. O carro cheirava a "bosta"! Ou devia a ter lavado melhor (à escova), ou era altura de comprar os suportes para cima do carro, como todos os outros que estavam no parque de estacionamento.

  • Calções - Não levei calções "com pensos" típicos de ciclismo. Não me lembro de querer estar sentado no resto do dia ;)

Actualização: Algumas fotos do evento que encontrei na web: