sábado, 15 de novembro de 2008

Livro "The Driver: My Dangerous Pursuit of Speed and Truth in the Outlaw Racing World"

Desde desse dia que acompanho as edições anuais desse evento. Hoje em dia, a partida deste rally é acompanhado por milhares de pessoas que vão para as ruas ver o desfilar de grandes máquinas .
Umas das participações que se destacou nestas últimas edições foi a da Team Polizei 144 no seu BMW M5 disfarçado de carro de policia. Podem ver o seguinte video, numa das etapas em que participaram pela primeira vez em 2003.

Devido ao seu protagonismo, chamou-me a atenção um artigo sobre um recorde que bateram. Viajaram 4500 km, de costa a costa dos EUA, pelas auto-estradas mais bem patrulhadas do mundo, num impressionante tempo de 31 horas e 4 minutos e a uma absurda velocidade média de 140 km/h. Este valor pode não parecer nada de especial tendo em conta que é corriqueiro viajar na A1 a esta velocidade. Mas se contar-mos as paragens que fizeram para reabastecer e outros precalços, então tiveram que compensar largamente este limite por longos periodos de tempo.

Este "feito" foi documentado no filme 32 hours 7 minutes, o qual aguardo a sua estreia para breve.

Mas enquanto não chega, acabei por comprar o livro: The Driver. Este foi escrito pelo protagonista desta aventura, Alex Roy. Ao longo dos seus capitulos conta histórias à volta destas corridas ilegais. Começa com um "getaway" pelas avenidas de Nova York, relata as suas participações nos eventos Gumball e Bullrun e culmina com a descrição das suas tentativas para quebrar esse recorde.

Gostei muito de ler o livro. Apesar das suas 300 páginas a sua leitura foi muito cativante ao ponto de o ter lido em 3 noites. O livro podia ser complementado com algumas fotografias desses eventos mediaticos. Também podia ter descrições mais técnicas dos carros e da logística envolvida. Mesmo assim, recomendo vivamente este livro mas com uma ressalva muito grande. Eu sempre fui fascinado por estas "aventuras" na estrada, logo a imparcialidade da minha opinião pode ser posta em causa. Por isso gostava de saber da vossa opinião.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O que é a ASAE ?

Estou a escrever este artigo sem ter interesse especial por esta matéria. Mas vou fazer um favor a todas as visitas do meu blogue, que são direccionados diariamente em erro pelo Google, com esta pergunta:

"O que é a ASAE ?"

ASAE são as iniciais de Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. É um organismo do estado português responsável pela defesa dos consumidores, da saúde pública e da livre concorrência. Isto é conseguido pela fiscalização, avaliação e comunicação dos riscos, dos sectores alimentares e não alimentares desde da origem dessa cadeia (produtores), terminado nos distribuidores e revendedores.

Esta entidade resulta da extinção da Direcção Geral do Controlo e Fiscalização da Qualidade Alimentar, da Agência Portuguesa de Segurança Alimentar, I. P., e da Inspecção-Geral das Actividades Económicas, tendo operado a fusão das suas competências com as oriundas das direcções regionais de agricultura, da Direcção Geral de Veterinária, do Instituto do Vinho e da Vinha, da Direcção Geral de Protecção de Culturas e da Direcção Geral das Pescas,

Decreto-Lei n.º 274/2007 de 30 de Julho, descreve em 28 pontos, a missão e as competências da instituição.
A ASAE começou a ganhar notoriedade, pelas reportagens dos telejornais das fiscalizações em feiras. Estas ocasiões são sempre um grande "espectaculo" mediático pelos meios envolvidos. Desde dos agentes da ASAE estarem mascarados com máscaras de ski para não serem reconhecidos, quer pelo facto de se fazerem sempre acompanhar por numerosas equipas do Corpo de Intervenção da GNR devidamente protegidas por um arsenal bélico de caçadeiras. Nestas intervenções em feiras, eram sempre encontrados problemas usurpação de direitos de autor (DVDs e CDs piratas), contrafacção (vestuário e calçado de marca) e até, a falta de rotulagem em português.

Outra área de intervenção, são as inspecções a restaurantes e padarias, onde se descobrem sempre problemas, como ratos e baratas na zona de armazenagem de alimentos. Estas intervenções chegam provocar a falência de restaurantes chineses devido à sua alta taxa de incumprimento das normas de higiene. Devido a isso, neste momento em Portugal, para efeitos de marketing, deixaram de existir restarantes chineses, só japoneses ou mais generalista asiáticos.

Nos últimos anos não tem havido criticas à falta de actuação no estado, na inspecção destas cadeias de revendedores, mas sim um desconforto por entrar em àreas com tradição de anos. Exemplos de uso de colheres de pau ou facas de diferentes cores na confecção de alimentos, não poder embrulhar castanhas em papel de jornal ou das páginas amarelas e haver ou não "brinde" no bolo-rei.

Para quem estiver mais curioso com a ASAE, recomendo uma visita à sua página. Para mais histórias, uma pesquisa no Google por "asae feiras" ou "asae restaurantes" irá dar às inumeras noticias que diariamente aparecem no jornal.

sábado, 17 de maio de 2008

Um botão ... mas incontáveis comandos!

Como é possivel usar e configurar um relógio Polar FS2c através do seu único botão .

Polar FS2CA minha vida de desportista de alta competição (em ginásio ;-) obriga-me a usar um relógio medidor de frequência cardíaca. A sua função é indicar-me quando entro em exageros de esforço para um determinado período de tempo. Com esse objectivo comprei um Polar FS2c. Era o modelo mais barato do fabricante de referência destes “brinquedos”.
Por contenção de custos ou por questões puramente estéticas, realça logo à vista o seu único grande botão, logo em baixo do mostrador digital.
Quando o coloquei pela primeira vez no pulso, comecei logo explorar as suas funcionalidades mas desisti ao fim de um minuto! Perdi-me por completo com os “cliques” sucessivos e não conseguia interpretar o que interface mostrava ou pedia. Dei parte de fraco e fui ler o manual.
O que parecia ser uma interface com o utilizador confusa, revelou-se ser um sistema muito engenhoso.
Um botão! Teoricamente o sistema só pode receber do utilizador dois comandos com um botão: está pressionado ou não está. Por exemplo, ao pressionar mostra um calendário no seu display, não pressionar volta a mostrar as horas.
Mas então como é possível implementar umas 20 funções no relógio quando teoricamente só devia haver dois?
A resposta é a dimensão Tempo! A duração com que o botão está pressionado ou não pressionado num determinado estado, confere infinitas possibilidades de controlo.
Para o exemplo deste relógio, o seguinte diagrama do tipo máquina de estados, ilustra bem o que se consegue fazer:
Polar FS2C User Interface State Machine
Inicialmente o relógio está no modo das horas. Ao clique no botão (pressionar e largar em menos de 1 seg), é trocado sucessivamente de modos até chegar ao inicial com as horas. Tirando este último estado, em todos os outros se ficar mais de três segundos sem pressionar o botão é assumido que se pretende ficar nesse modo. Após selecção de um determinado modo, clicar no botão vai trocando de informação relacionado com esse modo. No fim volta ao modo das horas.
Definir os números das horas e datas, também é um desafio interessante. Quando se selecciona o modo “Set hours”, aparece um número a representar as horas, ao clicar sucessivamente os números são incrementados. Quando finalmente é visualizado a hora pretendida, aguarda-se 3 segundos até que aparece o modo “OK”. Ao clicar no botão esta nova hora é guardada e regressa ao modo de inicial.
Existe um modo de controlo não representado nesta figura. Até agora vimos cliques no botão com duração menor de 1 seg e modos de espera em que não se pressiona o botão mais de 3 seg. Mas se deixar-mos o botão pressionado mais de 1 seg, podia haver novos estados. Por exemplo, em qualquer modo, a iluminação do display digital liga-se.
Este tipo de interacção tem uma grande desvantagem. É lento chegar a qualquer um dos  modos descritos. O único que está imediatamente acessível via simples clique do botão é para passar do modo visualização de horas para o modo visualização dos batimentos cardíacos.
Este tipo de interfaces não são imediatamente intuitivos e nada pratico nesta era de milhares de funcionalidades por aparelho. Mas podem ser a única alternativa face a constrangimentos externos.
Por exemplo, um telemóvel poucas teclas tem. Para escrever mensagens de texto, todo o alfabeto foi dividido pelas teclas numéricas de 0 a 9. A forma de seleccionar a letra pretendida é através de cliques sucessivos e períodos de espera para a aceitar e passar para a seguinte. Outro exemplo é o software Equalizer usado pelo famoso físico Stephen Hawking na sua cadeira de rodas. Devido à sua paralisia, só consegue dar comandos com um único dedo. A forma de escrever textos, dar comandos de manipulação de ficheiros, consultar emails, e outras tantas funcionalidades, é conseguido com igual padrão usado pelo relógio.